Publicador de Conteúdo

Menu Display

Presidente do CSMJ aponta cooperação e inovação como caminhos para reduzir morosidade processual

13-07-2026

Cidade da Praia, 13 Jul (Inforpress) – O presidente do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), Bernardino Delgado, afirmou hoje que a cooperação entre os sistemas judiciais dos países lusófonos e a aposta na inovação constituem instrumentos essenciais para enfrentar a morosidade processual.

O magistrado fez estas declarações à margem da abertura da Oficina Presencial sobre Inovação Judicial, realizada no âmbito da segunda fase do Projecto ESPIRAL, iniciativa concebida para preparar a III Cimeira dos Conselhos Superiores de Justiça da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), agendada para Abril de 2027, no Brasil.

Segundo Bernardino Delgado, o projecto encontra-se na fase de desenvolvimento de soluções inovadoras, depois de concluído o diagnóstico dos sistemas judiciais dos países participantes, que permitiu identificar os respectivos pontos fortes e desafios.

"No quadro do sistema judicial cabo-verdiano foram identificados vários pontos fortes, desde logo a independência da justiça, que constitui um activo do nosso sistema, mas também o elevado nível de informatização, nomeadamente com a implementação do sistema electrónico do processo penal", afirmou.

O responsável adiantou que mais de 35 mil processos criminais já tramitam electronicamente, mas reconheceu que a morosidade processual continua a ser um dos principais desafios da justiça cabo-verdiana.

Nesse sentido, destacou igualmente o reforço da inspecção judicial, indicando que o CSMJ aumentou recentemente o número de inspectores e pretende continuar a fortalecer este serviço, incluindo com mais oficiais de justiça.

Bernardino Delgado defendeu ainda o aproveitamento das boas práticas de outros países da CPLP, designadamente Brasil e Portugal, para melhorar o funcionamento do sistema nacional.

Questionado sobre a utilização da inteligência artificial, considerou tratar-se de uma oportunidade para aumentar a produtividade e apoiar o combate à morosidade, ressalvando, contudo, que a tecnologia deve servir de apoio ao trabalho dos magistrados.

"Não podemos pensar em substituir o juiz pela inteligência artificial, mas sim utilizá-la como um parceiro que contribua para tornar a justiça mais célere e eficiente", concluiu.

Publicador de Conteúdo

Presidência

Governo

Assembleia

Tribunais

CIDADANIA

Publicador de Conteúdo

Plataforma de Empresa Online (PEO)

Diario da Justiça Electronica (DJE)

Provedor de Justiça

Casa do Cidadão

Diáspora Digital

Empreendedorismo Digital

Eleições

Defesa do Consumidor

Proteção de Dados

Previdência Social

Cadastro Social

IMPRENSA

Publicador de Conteúdo

Inforpress

RTC

RCV